Renault/ Nissan e Mercedes Benz/ Smart – união em pequena dose
Nesta quarta-feira será anunciado o acordo que estava sendo costurado entre Os CEOS da Renault/ Nissan e Mercedes Benz/ Smart.
Notícia divulgada no Le Figaro de hoje:
A aliança entre a Renault-Nissan e Daimler será anunciado nesta quarta-feira, em Bruxelas, em terreno neutro, por Carlos Ghosn e Dieter Zetsche, CEO dos dois grupos. Haverá um intercâmbio de ações em termos de 3,1%. Será um montante simbólico para selar uma cooperação a longo prazo entre os dois novos parceiros (ou 3).
Plataforma Comum
Os dois grupos também concordaram em uma ampla colaboração industrial. Aplica-se aos carros pequenos, veículos comerciais, motores e veículos elétricos. Em modelos pequenos vem a partilha de componentes mas também para tornar o futuro Smart de dois lugares e quatro lugares na mesma plataforma técnica do Twingo. Os Smarts, no entanto, continuarão a ser montados em Hambach, Moselle, e o Twingo em Novo Mest na Eslovénia. Por seu turno, a Daimler irá fornecer motores para carros grandes para a Nissan, que por sua vez, trará carros elétricos e baterias. Como esperado, a operação foi confirmada hoje de manhã com a colocação de uma placa especial da Renault, na sede do grupo em Boulogne-Billancourt. Carlos bateu o martelo nessa reunião com Christine Lagarde, ministra da Economia, como afirmou o Ministro da Indústria, Christian Estrosi. Christian Estrosi disse que o estado continua a ser o maior acionista da Renault, com 15% de participação.
A Daimler não alcançou o sucesso que esperava com seus Mercedes Classe A e B. Com este acordo a Daimler vai ser capaz de compartilhar os investimentos e atingir economias de escala. Por seu lado, Carlos Ghosn, CEO da Renault-Nissan, nunca escondeu que estava pronto para abrir sua aliança com um terceiro parceiro para criar sinergias adicionais.
A aliança franco-alemã, sem precedentes na indústria automobilística, depois de meses de discussões começou a ser formalizada no final do ano passado. Anteriormente, a Daimler ficou consciente de seu isolamento, sem uma parceria de sucesso com muitos fabricantes incluindo a BMW. Após estas decepções a Renault cuja aliança com a Nissan é considerada um modelo, parecia o candidato ideal. Por seu lado, Carlos Ghosn tentou casar com a americana General Motors, mas as negociações falharam em 2006. Também não é certo que ele lamenta agora …
Boa notícia. A união faz a força neste momento de reconstrução econômica mundial. A coisa tá preta prá todo lado. Quem realmente pode afirmar que está tendo lucro? Tá todo mundo trocando figurinha, porém os altos executivos não, estão enchendo o bolso de grana.
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