Virgin, um grupo vegetariano como o fundador?

Richard Branson, vegetariano, é o fundador do Virgin Group com mais de 100 companhias no mundo todo, com 60.000 funcionários em mais de 50 países. Segundo noticiado na imprensa mundial, todas as suas empresas adotaram a alimentação vegetariana como referência.

Principais empresas na área de transportes: Virgin Trains (empresa privada de estrada de ferro, Reino Unido), Virgin America (companhia aérea low cost, Estados Unidos), Virgin Atlantic Airways (companhia aérea de voos intercontinentais, Reino Unido), Virgin Blue (companhia aérea low cost, Austrália e Nova Zelândia), Virgin Express (companhia aérea low cost, Bélgica), Virgin Nigeria (companhia aérea, Nigéria).

A foto acima saiu na VegNews em 2015: “Em uma decisão surpreendente e que chocou o setor aéreo, o fundador da Virgin, Richard Branson, apresentou a Vegan America.” Em abril de 2015, Colleen Holland escreveu na VegNews: “No que pode ser a maior notícia de 2015, Richard Branson fez um anúncio impressionante ontem na sede da Virgin America, em San Francisco. O magnata da companhia aérea disse que em 1 de janeiro de 2016, uma nova frota de aviões da Virgin America seria lançada – “inovação mais importante até esta data”. Enquanto hospedava um fim de semana do CEO em Necker Island (Retiro privado do Caribe de Branson), ele e os amigos Bill Gates, Al Gore e o investidor chinês Li Ka-shing saíram para um passeio de balão. De acordo com Branson, foi durante esse passeio que ele finalmente fez a conexão entre a agricultura industrial e a destruição ambiental. “Há muito tempo estou procurando soluções para combater o aquecimento global, um problema que é muito próximo ao meu coração. Quando Bill e Al me contaram quantos galões de água era necessário para criar um único hambúrguer, fiquei espantado. Eu sabia naquele momento que não só eu desistiria da carne, mas precisava fazer a diferença através dos negócios. Vegan America é o resultado dessa revelação “. Branson disse mais tarde ao New York Times que o investidor Ka-shing – que arrecadou US $ 23 milhões para a companha de alimentos veganos, Hampton Creek, em 2014 – ainda o convenceu de que uma dieta baseada em plantas é o futuro. “Sr. Li tem um histórico exemplar de previsão de mudanças culturais, e é por isso que ele é o homem mais rico da Ásia. Quando o sol se pôs naquele passeio de balão em torno de Necker, ele me olhou nos olhos e disse: “Não se engane. O fim da carne está a apenas alguns anos de distância. Em 2050, o mundo será vegano. Imediatamente após a conferência de imprensa, Branson foi levado num Tesla para a Baía de São Francisco, onde nadou da Golden Gate Bridge para Alcatraz. Com um grupo de golfinhos a reboque, é claro. A co-fundadora da VegNews, Colleen Holland, participou da histórica conferência de imprensa em San Francisco ontem e falou com Richard Branson sobre como se tornar a revista oficial da frota Vegan America.”

Noticiado na revista Exame e na edição de julho da revista Vegetarianos sobre os trabalhos do Branson. E ele esteve em São Paulo num evento da Natura em maio deste ano. Na reportagem da Exame lemos: “É um pecado saber da mudança climática que ameaça a existência do Planeta sem defender a preservação da Floresta Amazônica”, (comentou ele ao lado de um dos fundadores da Natura, Guilherme Leal). 

Alem da alimentação vegetariana em todas suas empresas, se alguém pedir pratos carnívoros eles atendem.

Um outro lado de Branson é que após uma visita a uma prisão de alta segurança na Austrália e um encontro com uma empresa de transporte australiana que empregava ex-prisioneiros há alguns anos que persuadiram Richard Branson dos méritos de empregar ex-infratores. Em outubro de 2011, com uma série de outros executivos-chefe de alto perfil, ele pediu a mais empresas do Reino Unido que empregassem pessoas com convicções criminais. As prisões, disse a carta ao Financial Times, abrigavam “um grande número de pessoas com potenciais que são ignorados pelos empregadores por causa de seu registro criminal. Faz sentido para as empresas do Reino Unido recrutar esses indivíduos e fazer uso de suas habilidades e entusiasmo “. Na época, Branson disse que estava determinado que as empresas Virgin buscariam ativamente empregar entre os candidatos ex-criminosos. Quatro anos e meio depois, o programa de emprego Virgin Trains West Coast para ex-infratores treinou e colocou 25 candidatos em empregos de tempo integral com a empresa (cinco outros abandonaram depois de decidir que eles “não se encaixavam”). “Trata-se de dar às pessoas a dignidade do trabalho“, explica Branson quando nos encontramos em um de seus trens na estação de Londres Euston, disse o repórter Erwin James.

A Virgin East Coast train at King’s Cross station in London.

Virgin Hotels

 

 

Cowspiracy : o segredo da sustentabilidade

COWSPIRACY: the sustainability secret

Quando vejo o tamanho do problema em que se encontra nosso planeta Terra, onde em pleno século XXI pessoas passam fome e necessidades, homens e mulheres precisam participar de guerras e lutas armadas a mando de governantes ligados a grupos poderosos. Poderosos entre aspas.

A pobre das Nações Unidas, que chegou a ser comandada por um sueco chamado Dag – que até tentou fazer alguma coisa em benefício das pessoas, tem como meta eliminar a fome do mundo até 2030.

E vejo nosso Brasil patinando e quem sofre é a população de renda mais baixa. Ainda defendo que uma mudança radical na educação, um novo sistema de ensino nas Escolas, simples e sem complicação seja a única solução.

Como dizia Wilhelm Reich em um de seus livros, o sistema num todo e o educacional incluído, deveria preservar a essência de cada ser que nasce.

O que podemos fazer?

Como uma pessoa em situação precária pode pensar em mudar dieta. Bem, é interessante assistir no Netflix o filme COWSPIRACY que tem como produtor Leonardo DiCaprio. O documentário feito por Kip Andersen e Keegan Kuhn.

A gestão da água é outra necessária mudança de comportamento, que poderia vir dos bancos escolares.

A proposta é que cada um de nós faça a sua parte.

Assista o filme no Netflix com legendas em portugues., clique aqui.

Abaixo o trailer em inglês:

Penedo – Finlândia

A Finlândia é um país desenvolvido com alto nível de desenvolvimento humano, refletido pelo país possuir alguns dos melhores índices de qualidade de vida, educação pública, transparência política, segurança pública, expectativa de vida, bem estar social, prosperidade, saúde, paz, democracia e liberdade de imprensa. Suas cidades estão classificadas entre as mais limpas, seguras e com organização impecável. Interessante é que no passado muitos finlandeses saíram de seu País levando o pensamento que iniciava a passos lentos a transformação futura da Finlândia para outras terras.

O trabalho desenvolvido por Sergio Moraes Rego Fagerlande intitulado A UTOPIA E A FORMAÇÃO URBANA DE PENEDO trata da criação, em 1929, e o desenvolvimento de uma colônia utópica finlandesa no estado do Rio de Janeiro. Apresentado no Programa de Pós Graduação em Urbanismo, PROURB, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro, como parte dos requisitos para a obtenção do Grau de Mestre em Urbanismo.

Tudo um dia muda e segundo o trabalho do Sergio a antiga fazenda foi vendida. E mesmo com o final da utopia urbana sonhada, a comunidade manteve alguns ideais, como a importância da ecologia prevista ainda em seu projeto inicial, simbolizada pelas matas plantadas pelos imigrantes. Penedo existe até os dias de hoje, como um pacato lugarejo, onde a natureza e as tradições finlandesas são preservadas, atraindo grande número de turistas. Transformaram a paisagem da fazenda (origem de Penedo) – de um local já sem vegetação num lugar agradável, com florestas e muito verde.

E como foi todo esse trabalho, segundo Sergio:

 “Neste trabalho se pretende estudar a formação da colônia finlandesa de Penedo, localizada em Itatiaia, sul do estado do Rio de Janeiro, que foi fundada em 1929 por um grupo de jovens vegetarianos liderados por Toivo Uuskallio. A dissertação tem por objetivo resgatar o estudo do pensamento utópico no campo do urbanismo no início do século XX e sua transposição para o Brasil através da formação da colônia finlandesa.

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Havia a preocupação de Uuskallio com a natureza, não somente com relação aos hábitos vegetarianos, mas também com relação à poluição dos rios e preservação das matas, como demonstra o Projeto Habitacional. Outro ponto importante com relação ao projeto urbano é a intenção de fazer uma grande via em forma de reta, substituindo o antigo caminho de acesso à sede da fazenda sobre os morros, indo do pátio defronte ao Casarão até a Estação de Estrada de Ferro de Marechal Jardim, existente junto ao Rio Paraíba. Essa via marcou definitivamente a implantação urbana de Penedo, mesmo não tendo sido completada, e atualmente parte dela é a principal artéria viária de Penedo, a Avenida das Mangueiras. Nesse período de vida comunitária, de 1929 a 1942, foram construídas as fundações de seis casas, dentro desse Projeto Habitacional, todas de acordo com o projeto de Uuskallio, A partir da leitura de outros autores finlandeses, em especial Teuvo Peltoniemi (1986) com seu livro Kohti parempaa maailmaa (Em direção a um mundo melhor), e seus textos sobre emigração finlandesa para o Canadá e Estados Unidos (PELTONIEMI, 1987), e especialmente a partir de seus textos da exposição sobre as colônias utópicas finlandesas, foi possível constatar alguns fatos importantes, como o de que Penedo não era um caso isolado.

A questão da emigração dos finlandeses adquiriu relevância e, em 1902, o número de emigrantes para a América do Norte foi de 23.152, formando uma onda migratória que levaria 271.120 pessoas para os EUA e Canadá entre os anos de 1893 e 1919, um número significativo para um pequeno país (ENGELBERG, 1942). Em termos de movimentos culturais a Finlândia, mesmo sendo um país periférico da Europa, sempre teve muito contato com os centros europeus. A Suécia era um país bastante importante da Europa, especialmente até o século XVIII, e a criação de uma universidade em Turku, Finlândia, ainda no século XVII, demonstra a importância dada à cultura.

A música, com Jean Sibelius, pintura e especialmente arquitetura foram parte de um movimento bastante importante que renderia expoentes da arquitetura mundial, como Alvar Aalto, Eliel e Eero Saarinen. Uma experiência precursora de Penedo, pois seria realizada por alguns de seus futuros fundadores, foi a da Sociedade Paradiso em 1925, empreendimento vegetariano na Riviera Francesa, que não foi adiante por problemas financeiros (PELTONIEMI, 1986). Essa experiência, ainda situada na Europa, é mais uma prova desse movimento em busca de lugares ao sul. Era muito grande, naquele momento, o interesse dessas pessoas por alternativas de vida, na Finlândia. Os ideais variavam de socialismo, nacionalismo, cristianismo, teosofia, vegetarianismo e também quem buscasse por fortuna ou novas chances de trabalho.

No livro escrito por Toivo Uuskallio, o fundador de Penedo, chamado de Na viagem em direção à magia do trópico, nome que simboliza essa procura (FAGERLANDE, 1998a). Durante esse período os finlandeses patrocinaram algumas outras experiências comunitárias, especialmente nos EUA, como a de Redwood Valley, com The Finnish Colony Inc., que durou de 1913 a 1922. Eram fazendas que, a exemplo de Penedo, tinham projetos de uma comunidade idealizada, mas que não foram adiante. A última experiência conhecida de colônia utópica finlandesa é a criação de um kibbutz em Israel, fundado por cristãos finlandeses em 1971, por um finlandês que havia participado da experiência de Penedo, Martti Kurki (PELTONIEMI, 1986). Dentre as muitas experiências utópicas, Koivukangas e Peltoniemi consideram as mais importantes as de Sointula, no Canadá, Colônia Finlandesa na Argentina e Penedo, no Brasil, sendo a de Penedo a que permanece até os dias de hoje com presença finlandesa.

A alimentação inicial de Uuskallio e Suni era composta basicamente de feijão e arroz, depois acrescentando legumes e verduras cozidas. Não se comia carne em hipótese alguma, e os finlandeses sentiam falta de batatas, tão comuns naquele país. Em seu lugar comiam às vezes batata doce, milho, aipim, tomates e as verduras que vinham da horta, como alface, repolho, cenoura, sem temperos, como limão ou azeite (VALTONEN, 1998). Segundo Melkas (1999) havia sempre feijão, arroz, gordura de coco e mingau de milho. Faziam pão de milho, na falta de outra coisa, e as frutas disponíveis eram bananas, pois as demais ainda não eram cultivadas na fazenda, e muito caras para serem compradas. Todos sentiam falta de frutas e pão, e mesmo sendo vegetarianos, de manteiga, queijo ou leite. O leite e seus derivados não existiam devido à rigidez de Uuskallio, que tinha mandado embora as vacas na compra da fazenda, pois segundo ele, leite não fazia bem à saúde dos seres humanos. Falava da necessidade de se comer comida vegetariana, pois seriam os alimentos vindo diretamente da natureza, não havendo necessidade de se matar nenhum ser vivo.

 Criaram o Clube Finlandês onde se dançava antigas danças finlandesas como polka, jenka, humppa e também valsas e tangos.

A influência dessa liberdade na formação urbana de Penedo pode ser verificada ao se perceber que, apesar de terem um vinculo religioso, num sentido mais amplo e filosófico, não fazia parte do plano urbano de Penedo a construção de templos”

E com Penedo está ligado em sua origem à Finlândia, tem um lugar agradável chamado a Casa do Papai Noel:

Casa das Pedras no centro de Penedo:

Penedo é um bairro da cidade Itatiaia. Você pode ir passear no Parque Nacional de Itatiaia, que é muito perto. Foi o primeiro Parque Nacional criado no Brasil. A estrada está razoável. Outra opção é ficar hospedado dentro do Parque Nacional (O que está melhor localizado é o Hotel Ypê Amarelo). A estrutura de Penedo é melhor para se ficar.

Mais informações você encontrará no site Penedo.org: O Sonho de Toivo Uuskallio.

Faça um curso de tecelagem manual em Penedo com O tecelão Rodrigo

Iniciamos nossos posts sobre a Finlândia falando sobre O Tecelão Rodrigo que fincou raízes na cidade de Penedo, tendo contato com finlandeses que praticamente fundaram essa cidade brasileira (para dizer a verdade – atualmente é um bairro da cidade de Itatiaia) no tocante a Tecelagem manual.

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Fizemos uma visita ao Rodrigo para conhecer de perto o trabalho impar que realiza, seja dando cursos locais e à distância, até colaborações com trabalhos sociais. Ainda mais, você poderá encomendar um trabalho produzido na tecelagem manual – o que lhe confere uma beleza impar e nos remete a tempos remotos, desde quando se cruzou os primeiros fios do urdume e trama.

Primeiro tear construído pelo próprio Rodrigo, com auxílio de um finlandês autentico especializado nessa área – com diz o Rodrigo em seu Blog – Niilo Valtonen, o primeiro fabricante de teares manuais do Brasil:

Rodrigo tecendo no Tear Finlandês:

A montagem do urdume é trabalhosa, mas vale a pena:

Diz Rodrigo em outro Blog de sua autoria:  “Quando os Finlandêses chegaram aqui em 1929, ficaram encantados com a variedade de fibras naturais e começaram a tecer com todos os materiais que encontravam na natureza: Cipós, palhas de Taboa, hastes de Capituva e a Bucha, que veio a se tornar uma marca registrada do artesanato de Penedo. Era muito comum encontrar os bonés, as sandálias e os tapetes de sauna, tecidos com bucha, num processo muito curioso, pois era necessário tecer com a bucha molhada e macia, e a cada batida do pente espirrava água para todos os lados, os teares ficavam encharcados e as varandas molhadas. Coisas de finlandês vivendo no calor tropical!
Com os outros materiais, eram tecidos jogos americanos, luminárias, descansos de panelas e centros de mesa, que eu continuo tecendo até hoje e são o carro chefe de minha produção”.

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E qual a dica que damos? Ir fazer um curso com O Tecelão Rodrigo em Penedo, RJ. Você marca o curso e poderá ficar hospedado(a) na Pousada Rainha da Mata que fica em Penedo e numa alegre caminhada poderá ir a pé até O Tecelão:

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É uma pousada nova e alegremente decorada. O café da manhã é muito bom e com pães feitos na própria pousada.

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E para almoçar existem várias opções na cidade. Tem um restaurante em que a nutricionalista supervisiona de perto os pratos, sempre no caminho de atender bem. Existem vários pratos disponíveis com carnes e peixes, mas ganha destaque suas opções vegetarianas (lembrando que quando os Finlandeses chegaram, eram vegetarianos – isso em 1925). Pratos com cogumelos frescos e a novidade do nhoque de Inhame.

Restaurante Petit Gourmet:

Mix de cogumelos com verduras orgânicas:

A imagem pode conter: comida

Bom curso, bom passeio e boa comida.

Finlândia – Doukhobors – cidade de Penedo, RJ

Falamos em posts recentes sobre os Doukhobors, que foram da Russia para Finlândia e Canadá. Mas a movimentação que ocorreu foi grande com Finlandeses na argentina, em Penedo no Brasil e outros locais. Isso nas proximidades dos 1900. E esses finlandeses também tinham como base a alimentação vegetariana, etc. Sua influência foi muito grande na alimentação (agricultura, educação, etc.).

Vamos falar sobre isso nos próximos posts. Encontramos também um trabalho de Pós-Graduação da UFRJ chamado “desenvolvimento de uma colônia utópica finlandesa no estado do Rio de Janeiro” E tem muitas informações que iremos resumir.

Interessante que na cidade de Penedo (o certo é um bairro da cidade de Itatiaia, anteriormente pertencente a Resende) se você observar não foi construída ao redor de uma Igreja católica.

E também da situação da Finlândia como País muito interessante e moderno – com destaque na área da Educação.

Vamos ver em seguida.

Teva, opção vegana de alimentação – alta qualidade

Neste post quero falar sobre um empreendimento dentro do movimento que cresce exponencialmente a nível mundial: alimentação vegana e preferencialmente com produtos orgânicos.

E no Rio de Janeiro existe uma proposta fantástica na área de restaurante e bar vegano: Teva, localizado na divisa dos bairros do Leblon e Ipanema, Rio de janeiro.

O chef Daniel Biron, é conhecido e reconhecido em vários países. Posso dizer que o cara é fera em alimentação orgânica-vegana. Fui conferir e digo que nunca vi algo tão diferenciado. Ele consegue deixar o queijo de soja delicioso, sobre uma fatia de pão tostada no azeite e mais ingredientes.

Mesmo quem não é vegetariano, tem que conhecer o Teva, aproximadamente 200 metros da novíssima estação do Metrô Jardim de Alah no Leblon.

Ai vai uma dica, com certeza tem tudo para virar uma franquia de sucesso a nível internacional. Você que pretende montar um negócio fique esperto, assim que for possível e se virar franquia: Teva. Poderá ser montada em Campinas, São Paulo, e várias cidades de nosso País. Tem tudo para ser sucesso. Sempre que estiver no Rio já sei onde jantar à luz de vela numa boa companhia. Atendimento nota 10.

 

Doukhobors – 4 – final

Não iremos esgotar o assunto dobre os Doukhobors ou Dukhobors (russo: Духоборы, Dukhobory, anteriormente Dukhobortsy, russo: Духоборцы.

Alguns estudiosos acreditam que a seita teve suas origens no século 17 ou mesmo no século 16. A Bíblia Sagrada foi a fonte chave de sua fé, que é evidente na maioria dos salmos, hinos e crenças de Doukhobor. Os ensinamentos de Jesus Cristo foram aceitos como sua verdade fundamental e se basearam nas características de Deus, como retratado por Jesus, para guiar sua fé como embaixadores pacíficos de Deus.

O porto de Batumi como foi em 1881. Aqui os Doukhobors embarcaram em sua jornada transatlântica em 1898 e 1899 – “Doukhobor Immigrant Shiplists”:

Seu objetivo era internalizar o espírito vivo de Deus para que o espírito de Deus fosse revelado dentro de cada indivíduo.

Hoje, a população estimada de Doukhobors na América do Norte é de 40 mil no Canadá e cerca de 5 mil nos Estados Unidos.

O primeiro líder conhecido de Doukhobor, em 1755-75, foi Siluan Kolesnikov (russo: Силуан Колесников), originário da aldeia de Nikolskoye, na governança de Yekaterinoslav, no que é hoje o centro da Ucrânia central. Ele era familiarizado com as obras dos místicos ocidentais como Karl von Eckartshausen e Louis Claude de Saint-Martin.

Os Doukhobors adiantados chamaram-se “o povo de deus” ou simplesmente “cristãos”. Muitos foram para a Finlândia devido as perseguições no território Russo.

No Canadá…

De acordo com a Lei Dominion Lands de 1872, o governo canadense concederia terrenos de 160 acres (0,65 km2), por uma taxa nominal de US $ 10, para qualquer homem capaz de estabelecer uma fazenda trabalhadora nessa área dentro de três anos. Viver em propriedades unifamiliares não iria encadear a tradição comunitária de Doukhobors. Felizmente, o Ato continha a chamada Cláusula de Hamlet, adotada 15 anos antes para acomodar outros grupos comunitários como os Mennonites, o que permitiria que os beneficiários da Lei não vivessem sobre a concessão real de terras, mas em uma aldeia.  Isso permitiria aos Doukhobors estabelecer um estilo de vida comunal, semelhante aos Hutterites.

Os russos inicialmente se instaram em oito aldeias com 68,9 mil hectares (683,6 km2) de concessão de terras.

O anexo estava ao longo do rio Bom Espírito, fluindo para o Lago Espírito Santo (anteriormente conhecido como Devil’s Lake). E outros locais próximos. Geograficamente, as colônias do Norte e do Sul, bem como o Anexo do Bom Espírito do Lago (Anexo do Lago do Diabo, a não-crentes) estavam em torno de Yorkton, não muito longe da fronteira com Manitoba de hoje.

Mulheres de Doukhobor puxando um arado, Thunder Hill Colony, Manitoba:

Peter Verigin, o líder de Doukhobor, induziu seguidores a libertar seus “irmãos” (animais) e puxar seus vagões e arados. Nas terras que lhes foram concedidas nas praias, os colonos estabeleceram vilas ao longo da mesma linha que no país antigo. Algumas das novas aldeias receberam os mesmos nomes russos que as aldeias de casas dos colonos na Transcaucásia (por exemplo, Spasovka, Large e Small Gorelovka, Slavianka); Outros ganharam nomes mais abstratos, “espirituais”, não comuns na Rússia: “Uspeniye” (“Dormição”), “Terpeniye” (“Paciência”), “Bogomdannoye” (“Dado por Deus”), “Osvobozhdeniye” (“Libertação” ‘).

Os colonos encontraram invernos em Saskatchewan muito mais severos que os da Transcaucásia e expressaram uma decepção particular de que o clima não era tão adequado para o cultivo de frutas e vegetais. Muitos dos homens achavam necessário empreender empregos não agrícolas, especialmente na construção ferroviária, enquanto as mulheres ficavam para trás até chegarem à terra.

Devido à aversão que os líderes dos Doukhobors expressaram em relação à propriedade privada de terras, Petr Verigin (que cumpriu sua sentença e veio ao Canadá em 1902) conseguiu ter terra registrada em nome da comunidade. Mas em 1906, o Governo Dominionista, na pessoa de Frank Oliver, o Ministro do Interior, começou a exigir o registro da terra em nome de proprietários individuais. A recusa de muitos Doukhobors em fazê-lo resultou em 1907 no retorno de mais de um terço de Doukhobors para a Rússia.

E assim começaram os problemas, o que os levou a ir para a localidade onde estão atualmente, fora os que se espalharam passando a fronteira indo para o estado de Washington e Oregon.

Interessante que uma certa Rose Glason Osburn sempre teve um interesse nesse sofrido povo, que não abandonava sua crença. E os auxiliou bastante, Ela era membro da Theosophical Society of America, fundada por outra emigrante russa, Helena Petrovna Blavatsky conhecida como a “a mãe da espiritualidade moderna”. Madame Blavatsky pregava a fraternidade universal, e os Doukhobors pareciam oferecer a Osburn um exemplo vivo de como isso pode ser praticado, vivenciado.

E os ajudou. Concluiu-se que “mover a comunidade para os Estados Unidos teria privado o Canadá de um grande contingente de trabalhadores”. Importante para construção do País.

O que sempre incomodou e incomoda muita gente são as pessoas que pensam diferente, e lutam para viver mais felizes neste mundo difícil.

Cuidavam das sementes, eram ambientalistas com preocupação ecológica, difundiam o vegetarianismo, alimentos orgânicos, curas naturais com ervas. Pregavam um desenvolvimento sustentável. Eram vitais no estabelecimento de infraestrutura, tais como estradas e estradas de ferro. Construíam grandes comunidades com arquitetura exótica. Os colonizadores que não eram Doukhobor procuravam muitas vezes os Doukhobors para ajuda médica, porque não existia nenhum hospital para os desbravadores. Eles não gostavam quando se tirava uma erva daninha que não estivesse prejudicando seus gerânios.

E vivendo em uma terra estrangeira, em um deserto severo e indomável com milhas e milhas de terras planas, cruas, duras e tortuosas, neblinas, mosquitos sinistros, não desistiam. As elites do Canadá tinham um modelo bem sucedido de agricultura, mas era um precedente perigoso para a sustentabilidade. Tudo isso acabou isolando o grupo do mundo exterior.

 

 

Doukhobor – 3

 

O Centro de Treinamento e Exposição de Arte e Artesanato de Doukhobor oferece aos artesãos locais um espaço de trabalho moderno e bem equipado para praticar e ensinar artes e ofícios tradicionais de Doukhobor. As atividades no Centro se concentram principalmente na preservação, aprimoramento e exibição de artes de fibra e artesanato de Doukhobor:

Grand Forks Community Centre:

The Verigin Memorial Park is an important historical Doukhobor burial site and flower garden:

À medida que os Doukhobors se firmaram no Canadá eles foram fortalecidos em sua opção vegetariana, pelo conhecimento de que esse caminho foi seguido por muitas pessoas conhecidas como Leo Tolstoy, Mahatma Gandhi, Leonardo da Vinci e Albert Einstein. As vantagens econômicas e ecológicas de um estilo de vida vegetariano também se tornam evidentes, combinadas com os aspectos éticos e nutricionais. Atualmente as estatísticas de pesquisas provaram que as pessoas que evitam o uso de álcool, tabaco e produtos de origem animal para alimentação gozam de uma saúde superior e de uma vida média significativamente maior. Tudo isso atesta a notável sabedoria, previsão e compromisso dos nossos antepassados, os ​​honoráveis ​​Doukhobor.

Pão Sal e Água

Desde tempos antigos, o homem teve a tendência de tentar simbolizar com objetos materiais pelo menos um reflexo parcial de pontos importantes de seus conceitos de vida. Quando os Doukhobors começaram a se desvincular dos rituais da Igreja Ortodoxa Grega, foi por iniciativa de seus primeiros líderes espirituais que suas próprias formas de culto foram estabelecidas. Nos nossos antepassados ​​foi transmitido por nossos antepassados ​​que o grande avanço no estabelecimento de formas de culto de Doukhobor ocorreu no assentamento Milky Waters, na província de Tavria, no início dos anos 1800, sob o destacado líder de Doukhobor, Saveliy Kapustin. Tendo deixado de lado a idolatria da Bíblia e outros chamados escritos sagrados, os Doukhobors reconheceram como sua orientação o seu próprio “Livro da Vida”, composto de salmos. Sobre a mesa que estava à frente da congregação, os Doukhobors colocavam Pão, Sal e Água. Em semelhança com os primeiros cristãos, os homens se juntavam à direita da mesa e as mulheres à esquerda. Durante o seu serviço de oração, cada pessoa se inclinava contra a pessoa ao lado dele, significando um reconhecimento do espírito de Deus, que de acordo com as crenças de Doukhobor, habitava no coração e na alma de cada ser humano individual.

Pão, sal e água simbolizavam a paz e a hospitalidade entre os eslavos desde os tempos mais antigos. Quando uma tribo antiga encontrava outra tribo com pão e sal em um prato, isso significava que eles estavam prontos e dispostos a viver com eles em paz e amizade e compartilhar com eles os produtos de seu trabalho.

 

Alimentos

Desde suas origens na Rússia antiga, os Doukhobors mantiveram uma conexão profunda com suas raízes agrárias. Suas habilidades hortícolas foram ajustadas nas pradarias canadenses quando cultivaram, em conjunto, milhares de hectares, cultivando trigo e outros grãos. O moinho de farinha do Pride of The Valley está localizado perto do Centro Comunitário da USCC em West Grand Forks e atualmente é mantido por um grupo sem fins lucrativos, a Doukhobor Milling Heritage Society, que em grande parte é constituída por membros da USCC. Os membros da sociedade continuam a gerar grãos sob demanda, embora agora eles comprem seus grãos. Eles moem trigo marrom e branco, centeio e triticale, um cruzamento entre trigo e centeio que produz uma excelente farinha para pão e waffle. Eles também produzem um excelente farelo. Os produtos Orgulho do Vale (Pride of the Valley) são distribuídos na área Kootenay-Boundary e no Okanagan em várias lojas de varejo e também são usados ​​pelos grupos USCC Ladies Pan e Lapsha.

Proposta de cozinha comunitária Doukhobor

A inspiração para começar esta iniciativa localmente veio de um documentário chamado “Cooked” de Michael Pollan –  onde fala sobre sua preocupação de que muitas vezes estamos voltando para lojas de fast food. Ele ressalta a importância de voltar às refeições caseiras. Em seu site, ele observa: “Enquanto permitimos que as corporações façam a maior parte da nossa comida para nós, nossa agricultura continuará a ser dominada por monoculturas gigantes de grãos e fábricas de animais…”

O declínio da cozinha doméstica diária não só prejudica a saúde de nossos corpos e nossa terra, mas também nossas famílias, nossas comunidades e nosso senso de como nossa alimentação nos conecta ao mundo. Nossa crescente distância de qualquer envolvimento direto e físico com os processos pelos quais a matéria-prima da natureza se transforma em uma refeição cozida está mudando nossa compreensão do que é a comida. Na verdade, a ideia de que a comida tem alguma conexão com a natureza ou trabalho humano ou imaginação é difícil de aceitar quando chega em um pacote limpo, totalmente formado. A comida se torna apenas outra mercadoria, uma abstração. E, assim que isso acontece, nos tornamos uma presa fácil para as corporações que vendem versões sintéticas da coisa real – o que eu chamo de substâncias alimentares comestíveis. Acabamos tentando nos nutrir de imagens.

Um modelo de cozinha comunitária suporta muitos dos nossos conceitos da vida de Doukhobor. Um é o valor cultural profundamente enraizado da comunidade. Nossos antepassados ​​muitas vezes trabalhavam e viviam em comunidade. Através da comunidade, podemos aprender a realizar metas de vida significativas através de talentos e esforços compartilhados que são muito mais difíceis de serem obtidos individualmente. Além disso, novas ideias e novas iniciativas podem ajudar a rejuvenescer os objetivos da nossa organização.

Flores comestíveis – Fazenda Maria, em Tatuí-SP

A moda são os programas e concursos que tratam de alimentação. Tem a simpática filha do Gil: Bela Gil e muito mais programas.

E as flores comestíveis estão sendo muito utilizadas, pois além de suas qualidades trazem um colorido para os pratos.

Estamos apresentando alguns produtores de sementes orgânicas, entre as quais encontramos inúmeras variedades de sementes de flores.

E a Fazenda Maria tem se destacado na divulgação e venda de flores comestíveis. No início de julho teremos um evento muito interessante na Fazenda Maria. Em tempo, eles também produzem produtos orgânicos além das flores.

As informações que apresentamos abaixo foram tiradas do Blog e site da Fazenda Maria:

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A Fazenda Maria é um empresa familiar, formada por um engenheiro agrônomo, 2 psicólogas e 1 publicitária. Hoje, todos reunidos, viraram empresários em prol da Fazenda Maria, que tem a intenção de melhorar a qualidade do cultivo no Brasil, através de métodos sustentáveis e manejo orgânico, proporcionando saúde e bem-estar à mesa de nossos clientes. E, claro, não deixando de lado nosso lado decorativo  e sensorial da gastronomia, com a produção de micro leaves, flores comestíveis e ervas aromáticas. Tudo direto da Fazenda

Os produtos são manuseados e higienizados em cozinhas apropriadas, com funcionários especializados e treinados. Nossa colheita é diária, tentando atingir a necessidade dos clientes de terem sempre um produto fresco em mãos. Assim que são devidamente embalados, são armazenados em câmara fria e transportados em carro refrigerado.

No tocante às flores comestíveis, é nas pétalas das flores que se encontram os compostos antioxidantes, os minerais e as vitaminas. A cor, manifestada por estes órgãos, justamente se sobressai devido a presença desses micronutrientes. Quanto maior o teor de compostos fenólicos presentes nas flores comestíveis maior a atividade antioxidante delas. Elas possuem diversos compostos fenólicos (ácido gálico, quempferol, quercetina, apigenina, ácidos clorogênicos, etc.). Os teores destes compostos variam ao longo da maturação da flor e também ao longo do armazenamento, após a colheita, pelo que também a atividade antioxidante sofre variações.

A cor das flores reflete, no essencial, os teores e tipos de carotenóides e antocianinas presentes. Os teores destas últimas estão associados aos níveis de flavonóides totais, logo à atividade antioxidante.

Na Fazenda Maria cuidamos de cada plantinha com muito carinho, respeitando o espaço e o tempo da natureza. Utilizamos a cadeia alimentar e meios não artificiais para eliminarmos pragas e doenças. Os nutrientes fundamentais para o desenvolvimento de uma planta estão todos disponíveis na natureza, basta aprendermos a transformá-los e torná-los disponíveis para elas. Tal sabedoria dispensa a compra de inúmeros insumos disponíveis no mercado.

Por exemplo, em uma infestação por lesmas existem algumas opções de biocontrole.

Estamos em busca constante para manter a harmonia entre a produção e a natureza. Produzimos produtos que respeitam a natureza e também são respeitados pelas mãos dos produtores: somos contra o uso de produtos tóxicos, prezamos pelo manuseio de produtos artesanais, assim como uma boa adubação, o que proporciona também à planta meios “próprios” de se proteger contra pragas e fungos. A irrigação é feita com água de poços artesianos, portanto 100% naturais e livres de impurezas. Como a maioria de nossos produtos são de origem européia, necessitam de cuidados através de estufas e climatização. As sementes também são selecionadas e preservam um aroma mais intenso.

Débora na Fazenda: