Reforma da estação de metrô Tottenham Court Road

A estação de metrô Tottenham Court Road, no centro de Londres, tinha vários mosaicos montados por Sir Eduardo Paolozzi. E como tudo envelhece na vida foi necessário reformar a estação. Houve uma divisão entre os técnicos e direção do Metrô quanto a beleza dos mosaicos e a decisão de mantê-los ou não. Os londrinos não ligam muito para mosaicos.

Resolveram recuperar e modernizar alguns deles, que continuam na estação.

Paolozzi mosaics on the Central line platform of Tottenham Court Road are to remain at the station.

Um trabalho imenso, dos maiores projetos de conservação de arte pública dos últimos tempos, – a restauração. Foi necessário realocar 1.000 metros quadrados dos mosaicos de Paolozzi, instalados originalmente na década de 1980. O planejamento começou há sete anos e Mike Ashworth, design e gerente de patrimônio do metrô de Londres, disse que a intenção sempre foi a de manter a maior parte dos mosaicos quanto possível. Mas receberam criticas no ano passado por remover os mosaicos populares e altamente visíveis acima dos arcos ao longo da escadas rolantes.

Esses mosaicos arcos serão restaurados e colocados na cidade natal de Paolozzi, Edimburgo, em um projeto liderado pela faculdade de arte da cidade de arte. Isso significa cerca de 95% dos mosaicos originais serão conservados.

“É provavelmente um dos maiores projetos de conservação de arte do Reino Unido na última década”, disse Ashworth.

Eleanor Pinfield, o chefe da Arte no metrô, disse: “Eles estavam em um estado lastimável e ligeiramente deteriorados, e agora ficamos alegres ao olhar para eles … eles estão lindos.”

Renovated mosaics at Tottenham Court Road

São Paulo-Lapa até Campinas-Centro em 10 minutos num trem?

Se a seriedade e honestidade e mais racionalidade nos gastos do dinheiro público falasse mais alto desde, por exemplo, os anos 80, já poderíamos ir da Capital do Estado de São Paulo até sua maior cidade em apenas 10 minutos utilizando um trem de última geração. Campinas precisaria pagar uma parte. Se Jundiaí quisesse uma estação também, e é uma cidade com muitas industrias. Dinheiro com certeza não seria problema numa parceria estado-iniciativa privada. Poderia passar no canteiro central da Rodovia dos Bandeirantes. Nosso País tem arrecadação fabulosa, com impostos em tudo que compramos e mais do salário. É muita grana e não dá. Imagine, você ganhando R$ 50 mil e gastando R$ 60 mil, seria um absurdo. Na minha opinião é nessa proporção. Já fiz essa pergunta antes: imagine quantos clips se gasta por dia? quantos pacotes de papel sulfite? E assim vai. É volumosa a quantia em termos de estado. Já pensou se cada funcionário tivesse seu próprio notebook para trabalhar, se conectando na rede da secretaria, empresa, etc. Se os funcionários trabalhassem em sua própria casa com metas diárias? Quantos prédios poderiam ser transformados em espaços culturais ou vendidos.

De São Paulo até Ribeirão Preto em aproximadamente 50 minutos dando uma paradinha em Campinas. Já pensou que você poderia morar em São Paulo e trabalhar em Ribeirão numa boa. Um progresso imenso teríamos.

Andando de bus por ai…

Desde ontem estou usando ônibus para me deslocar. Começou em Campinas indo para Rodoviária. Você passa por momentos de apreensão em pontos que não sejam no centro da cidade de Campinas, sozinho esperando pelo bus e contando com a sorte para não ser assaltado. Mas passa o ônibus e a primeira etapa superada. Socorro, os motoristas dos ônibus de Campinas andam no limite das velocidades estabelecidas ou mais. Não param quando tem defeito nas ruas e o Bus pula como cabrito e aquela barulheira. Sinal vermelho – se der passa, só respeitando quando tem muito movimento no cruzamento. E pego o Cometa GVT executivo para o Rio de Janeiro numa boa, com 8 horas de viagem.

No Rio olímpico os VLT já estão no trilho perto da Rodoviária e obra acelerada.

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Pego ônibus no terminal da rodoviária Novo Rio que vai para o Leblon e pelo amor de Deus, velho, sujo e sem ar condicionando. Para o bairro de metro quadrado mais caro da cidade. Descendo na Central do Brasil pego o trem chinês para o Méier. Bom transporte.

Mais o Rio olímpico não merece uma estação tão feia e muito menos a população. Estação Méier da Central do Brasil:

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Do Méier/ Cachambi volto de Bus direto para Rodoviária passando pelo bairro do Mato alguma coisa e Tijuca. Fervendo no ônibus sem ar condicionado. Embarco num Cometa comum para Campinas, acabamos de sair da Rodoviária Novo Rio – novo???? A poltrona do ônibus é muito mais confortável que as poltronas de alguns Airbus antigos da TAM (40 minutos – 8 horas) e daqui a pouco pararemos em Resende para um lanchinho.

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Piaggio e a qualidade de vida: o transporte individual moderno

A Piaggio coloca nas ruas em 2016 sua mais nova criação: Wi-bike. É uma bicicleta urbana com motor elétrico que alcança os 25 km (ótima para andar em São Paulo). A mais completa vem com conexão para seu smartphone – Bluetooth. Freio a disco como na maioria das bicicletas.

Interessante que na Alemanha a venda de bicicleta bate 400 mil unidades por ano, na Holanda mais de 150 mil.

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Com rodas altas as vespas (?) ou lambretas (?), novidade:

ou esta opção muito usada nas grandes cidades da Europa:

O transporte nas cidades – Solaris, empresa de Troleibus da Polônia

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Não entendo como não temos em nosso País uma empresa tão fortemente dirigida a solução urbana de locomoção. Falta de investimentos e presença forte de empresas que produzem caminhões e plataformas para ônibus, com montadoras de carrocerias locais. Na minha opinião falta estratégia. No Rio de Janeiro algumas soluções estão sendo tomadas no centro da cidade, como já disse anteriormente, baseado no que ocorre nas grandes cidades da Europa. Em São Paulo se faz no sentido inverso, limitando velocidade (pode ter seu lado de segurança), criando corredores de ônibus sem ônibus ou com amontoado de ônibus em fila, como se vê na Avenida Santo Amaro, Francisco Morato na Zona Oeste. Já comentei antes que para diminuir o trânsito tinha que ter 5 linhas básicas de Troleibus, ônibus elétrico ou mesmo ônibus como este, por exemplo:

p4Não precisaria ser elétrico ou com trilhos (não sei não se não sairia mais barato que esses corredores de ônibus todo de concreto).

Quais seriam as 5 linha básicas na cidade de São Paulo e onde seriam os pontos para passageiros entrarem, e saírem claro?

  • Linha 1 de Troleibus em corredor de ônibus (como as pistas de bicicleta atuais) – começaria no Aeroporto de Cumbica, marginal da Dutra, Marginal do Tietê, Marginal de Pinheiros até o Centro Empresarial – pontos em baixo de todos os viadutos sob os quais passaria a linha (seriam construídas escadas para subir e descer e elevador para pessoas com deficiência).
  • Linha 2 – Sairia do Centro empresarial na Marginal de Pinheiros e seguiria pela Washington Luiz, 23 de maio até o Campo de Marte (teria integração com a linha 1 na Ponte das Bandeiras e no Centro Empresarial) – também teria pontos nos viadutos, sobre ou sob viadutos.
  • Linha 3 – Sairia da Ponte da Vila Maria, Salim Farah Maluf, Juntas Provisórias, Tancredo Neves, Av. dos Bandeirantes (encontro com linha 2), Juscelino, Parque do Ibirapuera (encontrando a linha 2 na 23 de maio).
  • Linha 4 – Rodoanel Oeste – da Francisco Morato até Castelo Branco encontrando a linha 1 no Cebolão
  • Linha 5 – Rodoanel Leste – encontra a linha 1 na marginal da Dutra.

A linha 1 seria a linha básica principal por não ter cruzamentos com semáforo e hiper rápida. O trânsito da cidade teria menos carros e motos. As outras linhas poderiam ser alteradas. Seriam construídos em alguns locais próximos a pontos estacionamentos populares com Zona Azul diferenciada (bolsões) – por 10 horas um valor de R$ 5,00.

Todas essas linhas poderiam ser de iniciativa privada com exigência de veículos novos, com ar-condicionado, wi-fi (convênio), tvs com notícias (convênio), etc. Por exemplo, a TV que ganhasse a concorrência ou jornais digitais pagariam pela exclusividade, séries curtas, etc. Seriam linhas com poucos pontos, linhas rápidas. Os semáforos abririam automaticamente ao avistar os Troleibus.

Vamos agora falar da Solaris Bus & Coach

É uma empresa familiar fundada por um casal de engenheiros em 1999. Olszewski viveu na Berlim Ocidental após os acontecimentos políticos em dezembro de 1981. A partir de janeiro de 1982 ele trabalhou para a fabricante de ônibus alemão Neoplan em Berlim, com rápida ascensão na hierarquia, se tornando gerente de fábrica em 1985. Com a mudança política ocorrida na Polônia foi possível um retorno para sua terra. Em 1994, Olszewski retornou à Polônia para abrir uma agência de vendas independente da Neoplan para o mercado polaco. Dois anos mais tarde Olszewski abriu uma fábrica de ônibus em Bolechowo, perto de Poznań, juntamente com sua esposa Solange. Em 1999, eles introduziram o ônibus Urbino na cidade, que se tornou a chave para o sucesso internacional da Solaris.
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A empresa é um grande produtor europeu de soluções para cidades, interurbanos e para outro fins, bem como elétricos com piso baixo. Desde o início da produção em 1996, mais de 12 000 veículos já deixaram a fábrica de Bolechowo. Eles estão atuando em 29 países. A combinação da visão e experiência dos proprietários da Solaris, com o entusiasmo de uma equipa jovem, resultou em perfeitas condições para alcançar êxitos fortes. Apesar de sua pouca idade, a Solaris tornou-se uma das empresas pioneiras em sua indústria. Por muitos anos, tem sido o líder indiscutível entre os fornecedores de autocarros urbanos na Polônia, bem como um dos maiores fornecedores de autocarros para a Alemanha.

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A empresa se esforça para construir relacionamentos duradouros, mútuos com todos os seus parceiros. Na prática, isso significa princípios e respeito pelos funcionários, fornecedores e comunidades locais. O desenvolvimento de novas tecnologias que ofereçam mais segurança para os condutores e passageiros e minimizar o impacto dos veículos de transporte público sobre o meio ambiente é um dos nossos principais objetivos de negócios.

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Mas até mesmo os veículos com soluções mais inovadoras exigem motoristas qualificados. A Solaris lançou o programa de treinamento “Safe Driver”, em 2005. O seu objectivo é melhorar a segurança de todos. Durante essas sessões de formação os motoristas aprendem a antecipar e identificar rapidamente os riscos, bem como a reconhecer e consolidar a capacidade de responder de forma adequada em condições extremas. E claro, atender os clientes passageiros com máxima cordialidade.

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Entre as empresas parceiras a Solaris conta com a ZF principalmente nos veículos elétricos:
p11 p10Sabendo da importância de orientar os passageiros mais jovens criaram pequenos cursos que visam familiarizar as crianças com os princípios básicos de segurança rodoviária e urbana. Isso desde o jardim de infância e ensino primário.

A Fundação Verde Dachshund – para o resgate do indefeso foi estabelecida no início de 2012: responsabilidade social, apoio para as pessoas mais vulneráveis e também os animais.

Criaram ainda a estratégia de RSE da Solaris, que é apoiar a formação profissional dos jovens. Em 2006, Solaris iniciou a sua cooperação com a escola vocacional em Murowana Goślina, na escola profissional em Środa Wielkopolska – onde 18 alunos aprendem a profissão de instalador, competência em soldagem.

Solaris Tramino em Cracóvia:

Projeto e implementação para cidade de Olsztyn:

Jena ou Iena é uma cidade da Alemanha localizada na Turíngia que em 2013 modernizou seus bondes:

Dubai precisa de Metrô?

E como precisa. Pena que no Brasil a coisa não anda e a poluição cada vez maior. É o melhor transporte e utilizado nas maiores cidades deste nosso mundo poluído.

E em Dubai ele é perfeito:

Dubai:

Hotel 7 estrelas existe?

O Mercedes Benz Maybach S600 é carro comum lá, e veja o test drive do carro (em alemão):

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Stockholm – Estocolmo, Suécia – ônibus elétrico da Volvo

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A necessidade de menor poluição e ruído nas cidades foi o princípio que levou a Volvo a desenvolver este moderno ônibus Elétrico-hibrido. É super moderno tendo um motor diesel que pode recarregar a bateria e a possibilidade de recarregar a bateria diretamente na rede. Ele roda até 10km no modo elétrico, esta é a novidade – indicado para corredores longos de ônibus.

Ele já roda em alguns lugares como Hamburgo, Luxemburgo – e começou a operar a linha 73 da cidade de Estocolmo na Suécia. Veja a cor dos ônibus elétrico-híbridos que rodam em Estocolmo desde o dia 16 de março de 2015:

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Na América do Sul deve circular na linha verde de Curitiba e em Bogotá.

Características dos ônibus Volvo 7900 Elétrico-híbrido:

  •  silêncio total e zero de emissão de poluentes no modo elétrico:
  • Corre normalmente sua rota utilizando 70% no modo elétrico;
  • Economiza 60% de energia;
  • Redução de 75% da emissão de CO2
  • Solução turn-key – ou seja, faz parte do pacote na compra do ônibus de assistência técnica do produto, rotas, operação, manutenção, etc.
  • Capacidade de passageiros full, ou seja, o seu piso não tem interferência por ser todo plano:

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  • E utiliza, é óbvio, a alta tecnologia da Volvo em Híbridos em parceria na parte elétrica com a Siemens. A bagteria também é cuidada pela Volvo.

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Fantástico não é? Precisa ver somente o fornecimento de energia que a própria Tesla já utiliza na Suécia com energia solar.

E por falar em Estocolmo, lembramos que 20% da população da Suécia vive nessa cidade espetacular. Não gosto quando a chamam de Veneza do Norte, pois Veneza não é um tipo de cidade que me agrade – não sei o porque da paixão que sentem por Veneza.

 

E muito legal este vídeo que encontrei  no You Tube que mostra o metrô de Estocolmo. Cerca de 90% das estações do Metrô de Estocolmo foram reformadas. As estações são fantásticas valendo por si só a visita a Estocolmo. Suas estações são consideradas obras de arte – considerada a maior galeria de arte do planeta Terra.

Veja o vídeo:

LEB – La ligne verte – Lausanne, Suiça

LAUSANNE-ECHALLENS-BERCHER – LEB

A linha verde que circula na região utiliza a perfeita combinação entre trens e ônibus. O OBJETIVO é em primeiro, segundo e terceiro lugar atender a população na sua necessidade de locomoção. Tudo tem que voltar para o povo. Pergunto, será que no Brasil não seria diferente se o pensamento primeiro fosse atender a população?

Outro detalhe, sempre existe a necessidade de se refazer uma obra. Deveria ser feita com alta qualidade, afinal as licitações são feitas pagando-se o melhor preço refletido na melhor qualidade da obra. Vá sonhando. Em outros países quando existe um problema, por exemplo, no asfaltamento de uma rua o reparo fica perfeito, você passa de carro ou ônibus e não sente o impacto de reparo mal feito.

Em São Paulo, se você passar na Avenida do Guacá, próximo da Conselheiro, o asfalto está terrível o carro vai pulando que nem cabrito. O motivo é que a preparação para o asfalto foi mal feita, os reparos necessários mal feitos. Agora precisaria refazer todo o asfalto pois os moradores da região contribuem com suas taxas. Podemos sonhar que um dia será refeito o asfalto da Avenida do Guacá na Zona Norte? Não perca tempo.

Veja o vídeo sobre a linha verde de Lausanne:

Lausanne:

 

Por sinal ocorreu em fevereiro em Lausanne:

Finalmente

No Brasil é sempre diferente. Primeiro fizeram os corredores de ônibus em toda a cidade atrapalhando sobremaneira quem utiliza carro na cidade. Já chega o rodízio que é absurdo, pelo motivo dos ônibus não terem condição mínima para se trocar pelo carro.
Mas finalmente São Paulo recebe os primeiros ônibus com wi-fi e ar-condicionado. Agora sim, dará para deixar o carro na garagem. Claro que ainda tem o problema da superlotação dos mesmos. Normalmente, em muitas vias exclusivas para ônibus quase não os vemos passar.

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