A dança da automanifestação

Tarefa cósmica a nós confiada.

Cynthia Bourgeault, que vive no estado de Maine:

“A troca divina – na grande tarefa de dar e receber somos alimentados e alimentamos outros reinos fora de nossa realidade terrena. Sentimos a relação entre os reinos visível e invisível, não como uma escada de degraus hierárquicos para subir e escapar dos estados inferiores do ser, mas como no girar de dança interminável – do amor que se doa. À medida que nos permitimos participar da livre troca da criatividade divina, o amor se manifesta. Além disso, nós humanos, como personificação da consciência, somos responsáveis ​​por tornar esse amor divino manifesto neste reino do tempo / espaço. Aprenda como, ao seguir o caminho de Jesus, liberamos nosso Ser essencial à medida que ajudamos a cumprir o profundo anseio do Divino.”

Momento de oportunidade ou oportunidade do momento?

No post anterior falamos do Enneagram e que as linhas que compõe a imagem ligando os 9 pontos são totalmente dinâmicas, sempre em movimento. Mais, você somente consegue compreender o Enneagram dentro de você, no seu interior, num, digamos, trabalho contínuo de autoconhecimento e consequente silêncio.

E Krishnamurti, disse num capítulo sobre o autoconhecimento:

“Para compreender esse processo, deve haver a intenção de conhecer o que é, seguir cada pensamento, sentimento e ação; e perceber isso é extremamente difícil, porque o que é nunca está parado, nunca é estático, está sempre em movimento. O que é, consiste no que você de fato é, não no que gostaria de ser; não é uma ideia, porque esta é uma ficção, mas na verdade aquilo que você está fazendo, pensando e sentindo de momento a momento. O que é é o real, e compreender isso exige realmente uma mente muito atenta e ágil. Mas se começarmos a julgar o que é, se começarmos a recriminá-lo ou oferecer resistência a ele, então não compreendemos seu movimento.”

E veja as preciosidades que diz Krishnamurti ainda muito atual (olha que disse isso já tempo, hein…):

“Os problemas do mundo são tão colossais, tão complexos, que para compreendê-los e resolvê-los devemos abordá-los de forma muito simples e direta; e simplicidade, objetividade não depende das circunstâncias externas nem de nossos preconceitos e preferências pessoais, Conforme tenho apontado, a solução não será encontrada por meio de conferências (para solucionar problemas mundiais), projetos ou mediante a substituição de líderes antigos por novos ou outras ações dessa natureza. A solução, obviamente, encontra-se naquele que cria o problema, no criador do transtorno, do ódio e da imensa incompreensão existente entre os seres humanos. O criador dessa perturbação, o criador desses problemas, é o indivíduo, você e eu, não o mundo como pensamos que seja. O mundo é o seu relacionamento com o outro. Ele não é algo separado de você e de mim; o mundo, a sociedade, é a relação que estabeleço ou procuro estabelecer com cada um. Portanto, você e eu somos o problema, e não o mundo, porque o mundo é a projeção de nós mesmos, e, para compreendê-lo, precisamos nos compreender. Ele não é separado de nós; nós somos o mundo, e nossos problemas são os problemas do mundo. Não podemos deixar de sempre ressaltar isso, porque temos uma mentalidade tão apática que achamos que os problemas do mundo não são de nossa conta, que devem ser resolvidos pelas Nações Unidas ou pela substituição de velhos líderes por novos. É uma mentalidade muito obtusa a que pensa dessa maneira, porque somos responsáveis pelo terrível sofrimento e pela confusão que ocorrem no mundo, este iminente estado de guerra.

Para transformar o mundo, devemos começar por nós mesmos; e o que importa ao iniciar por si mesmo é a intenção. A intenção deve consistir em compreender a nós mesmos e não deixar que os outros se transformem ou realizam uma mudança superficial por meio de uma revolução, seja de esquerda ou de direita. É importante compreender que esta é uma responsabilidade nossa, sua e minha; porque, por menor que possa ser o nosso mundo particular, se pudermos transformar a nós mesmos, criar um ponto de vista radicalmente diferente em nossa existência diária, talvez, então, possamos afetar o mundo como um todo, numa relação ampliada a todas as pessoas. Como tenho dito, vamos experimentar e investigar o processo de compreensão de nós mesmos, que não é um processo separativo. Não se trata de se retirar do mundo, porque você não pode viver no isolamento. Ser é estar em relação, e não existe essa coisa de viver isolado. É a ausência de uma relação correta que gera conflitos, sofrimento e luta; por menor que nosso mundo possa ser, se transformarmos nossa relação nesse mundo restrito, será como uma onda se ampliando para o exterior constantemente. Acho que é importante perceber este ponto: o mundo se constitui de nossas relações, ainda que limitadas; e se pudermos operar uma transformação aí, não uma transformação superficial, mas uma mudança radical, então poderemos realmente transformar o mundo. A verdadeira revolução não acontece de acordo com determinado padrão de esquerda ou de direita, mas por uma revolução de valores; de valores reais, e não superficiais ou originados a partir de influências do meio. Para descobrir esses valores verdadeiros que se originam a partir de uma revolução radical, uma transformação ou uma regeneração, é essencial compreender a si próprio. O autoconhecimento é o princípio da sabedoria e, por conseguinte, o início da transformação ou regeneração. Para compreender a si mesmo deve haver a intenção de compreender – e é nesse ponto que surge nossa dificuldade. Embora muitos de nós nos encontremos descontentes, e desejemos uma mudança súbita, nosso descontentamento é canalizado apenas no sentido de alcançar um resultado; estando descontentes, procuramos uma ocupação diferente ou simplesmente sucumbimos ao ambiente. O descontentamento, em vez de nos acender uma chama, provocando-nos um questionamento sobre ao processo total da existência, ele é afunilado, e, desse modo nos tornamos medíocres, perdendo aquele foco, aquela intensidade para descobrir o significado da existência como um todo.”

Enneagram

É chegado o momento de ser revelado esse símbolo (incompleto em si e a se tornar vivo em nós) considerado tão importante, e que no passado foi necessário mantê-lo em segredo. Perde-se no tempo o início de trabalhos baseados no Enneagram. Uma variação foi usada pela ordem Sufi “Brotherhood of the Bees”. Mais recentemente, Gurdjieff disse que o círculo fechado do Enneagram representa um processo ininterrupto e que se repete sempre (até o equilíbrio do ser – revelação da essência interior). E separados, na divisão da circunferência, temos 9 ponto que representam as etapas do processo (uma oitava que começa e termina no dó e intervalos – como fazemos com os dedos no piano dó, ré, mi e troca o dedo). O vértice superior do triângulo é o ponto 9 (dó). O triângulo é a Lei dos três, que representa a presença de elementos superiores. O Enneagram tem que ser imaginado como algo que está sempre em movimento (como tudo na vida). O Enneagram é um ‘perpetuum mobile’, máquina do movimento eterno, e só pode ser experimentado interiormente. Ainda segundo Gurdjieff, a pessoa que é capaz de usar o Enneagram não tem necessidade alguma de livros ou bibliotecas e poderá ler nele as leis eternas do Universo. Anos depois, Oscar Ichazo e Claudio Naranjo utilizaram o Enagrama em trabalhos sobre a personalidade humana. E o líder espiritual A. H. Almaas também utiliza o Enneagram:

1- Falling a sleep – a atitude de sempre provar a nós mesmos ou a outras pessoas que somos perfeitos e certos, é uma maneira de encobrir a crença ou o sentimento de que há algo errado conosco – estamos adormecendo – mudando a atitude chega-se na Santa Perfeição.

2-Improving – sente-se que a vontade é ineficaz e não funciona se as coisas não estiverem acontecendo da maneira que desejamos ou achamos que deveria – não aceitar que tudo o que está acontecendo é exatamente o que tem de acontecer – melhorando chega-se a Santa Vontade, Santa Liberdade.

3-Manipulating – atividade do ego que não confia que o Ser ou Deus está fazendo tudo, fará tudo e, se alguém se render a isso, seu impulso otimizador o libertará espontaneamente – manipulando até a Santa Harmonia, Santa Lei, Santa Esperança.

4-Striving – atividade de controle do ego – a tentativa de controlar a experiência de alguém para não experimentar o sentimento de desconexão. Essa atividade de controle apoia basicamente a identificação com o ego, que cria um centro falso para suprir a ausência de um centro real – esforçando-se até a Sagrada Origem.

5-Controling – evitar lidar com a realidade, esconder-se dela, tentar separar, retirar, fugir disso, interromper o contato – basicamente para não ficar em contato com o que a realidade está apresentando. O que você mais deseja evitar é o próprio estado de deficiência – controle até a Santa Onisciência, Santa Transparência.

6-Withdrawing – uma defesa contra ambiente que parece hostil e ameaçador, o sentimento interior de insegurança terrível. Sempre desconfiado e na defensiva. Isso pode assumir a forma de suspeitar de seus próprios motivos ou não se deixar interiorizar (profundamente), porque teme o que vai encontrar lá e suspeita que não será bom – retirada até a Força Santa, Fé Santa.

7-Suspiciously defending – em vez de se render ao Santo Plano, você cria seu próprio plano e se envolve na atividade do ego, em vez de se render à Santa Obra – suspeitosamente defendendo até a Santa Sabedoria, Santo Trabalho, Santo Plano.

8-Planning – culpa a si mesmo por não ser iluminado, a pessoa se sente culpada por não ser um Ser realizado. Quanto mais fundo você entender o sentimento de culpa, mais perceberá que se sente culpado por não ser real. Isso é particularmente relevante quando você percebe o aspecto essencial do Ponto, a Identidade Essencial. Aqui você vê que carregou consigo um profundo sentimento de culpa por perder o contato com sua verdadeira natureza. Você abandonou o que é real em você; você se abandonou – planejamento até a Verdade Sagrada.

9-vértice superior do triângulo – Blaming – ilusão de que a amabilidade e, portanto, o amor é condicional. A alma fica inconsciente ou “adormece” à sua verdadeira realidade (verdadeira natureza) e à realidade da existência. Pode-se sentir essa qualidade em todos cuja alma não está acordada, esquecendo a realidade objetiva. É por isso que a prática específica necessária para despertar é a lembrança de si mesmo – culpar até chegar o Santo Amor.

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Trabalho Espiritual e Psicoterapia, por A. H. Almaas

Existe controvérsia sobre a utilização da Psicologia no caminho espiritual verdadeiro e até aonde podem chegar as terapias e trabalhos na área da Psicologia. Almaas, da Ridhwan School, escreve sobre o trabalho do caminho espiritual da Diamond Approach – abordagem de diamante, esclarecendo sobre essa fronteira, ou não, da Psicologia e o trabalho Espiritual – o desabrochar ou abertura de espaço para que a essência verdadeira do ser possa irradiar um força inexprimível, um quasar.

A seguir palavras de A. H. Almaas (tomei a liberdade de escolher alguns trechos – você poderá ver o original: https://www.diamondapproach.org/public-page/spiritual-work-and-psychotherapy):

“A Abordagem de Diamante não é apenas uma integração da psicologia com a espiritualidade, e não é uma psicologia baseada na espiritualidade. A Abordagem Diamante é um ensinamento espiritual que foi desenvolvido através da direção e orientação do Diamante do Ser (o coração de diamante em nós). Esta orientação foi esclarecida ao longo deste desenvolvimento e é um trabalho e caminho espiritual. A abordagem integra elementos da psicologia moderna em sua investigação particular, mas também elementos de psicologias antigas.”

Sobre a utilização do Eneagrama: “Hoje, após uma série de aprimoramentos, o teste eneagrama se tornou um reconhecido modelo de autoconhecimento. É uma técnica bastante eficaz para fortalecer os aspectos positivos dos nossos comportamentos pessoais e profissionais, além de orientar como superar os comportamentos considerados “fracos”.”

“É fundamental para a Abordagem de Diamante como os métodos e conceitos psicológicos ajudam a abrir a alma à sua essência, e quão diferente isso é de usar esse conhecimento para o tratamento de distúrbios mentais. “

“A Abordagem de Diamante é similar aos ensinamentos espirituais tradicionais a esse respeito: ela não vê como a experiência da alma humana possa ser dividida em uma parte psicológica e uma parte espiritual. De alguma forma, a separação do psicológico do espiritual pode dar sentido à experiência egóica, e é definitivamente uma expressão disso.”

“A visão da Abordagem Diamante é que a realidade é o misterioso absoluto que se manifesta em várias dimensões ilimitadas do Ser. O absoluto manifesta toda a realidade através de seu inerente dinamismo criativo, que reflete uma dessas dimensões sem limites, o Logos. Ser, nas suas várias dimensões, diferencia-se na multiplicidade do universo físico, os vários aspectos da essência e dos veículos de diamante, e a alma que vive em todas as dimensões, cujas qualidades espirituais são os aspectos essenciais, e quem pode desenvolver e amadurecer para se tornar transparente para todos os aspectos e dimensões do ser, integra o absoluto como fonte, natureza, identidade e lar.”

“A orientação da psicoterapia é abordar os distúrbios mentais, as dificuldades emocionais, os estresses severos da vida, e assim por diante, a fim de aliviar o sofrimento dessas dificuldades e, mais especificamente, aliviar ou curar desordens ou rupturas emocionais. O objetivo é uma vida normal e saudável, mas saudável e normal no sentido convencional, e não no sentido espiritual.”

“A orientação da Abordagem de Diamante é para abrir a alma a sua verdadeira natureza espiritual, e seu desenvolvimento para incluir esta natureza em sua vida cotidiana.”

“Na abordagem de diamante, o objetivo não é uma vida convencional saudável ou normal, não é uma vida saudável que aprecia a transcendência, mas o completo e total retorno da alma ao absoluto, sua natureza e lar. Mais especificamente, a orientação da Abordagem de Diamante é para a auto-realização de todas as dimensões do ser e para a incorporação dessas dimensões em uma vida pessoal.”

“A aplicação em profundidade e a longo prazo do trabalho da Abordagem de Diamante, em princípio, expõe todos os problemas psicológicos que o aluno tem. A realização espiritual, quando progride, está fadada a curar as várias feridas psicológicas que o estudante tem. Alguns indivíduos precisam de psicoterapia porque têm necessidades psicológicas urgentes, que geralmente não podem esperar pela influência curativa a longo prazo da realização espiritual. Eles precisam de psicoterapia para poder lidar com sua vida cotidiana sem incapacitar pela dor ou conflitos internos.”

“Frequentemente, os problemas psicoterapêuticos dificultam, às vezes até impossibilitam, para o estudante se engajar no efetivo trabalho espiritual. É por isso que, às vezes, encaminhamos os alunos a várias formas de terapia, para que possam lidar com essas necessidades urgentes de maneira mais eficaz e a curto prazo.”

“A Abordagem Diamante também é orientada para a investigação interior e compreensão do universo físico, Deus ou ser cósmico, e a relação dos dois, mais sua relação com a alma humana. Isso ocorre porque a visão espiritual inclui a natureza da realidade e não apenas a natureza da alma humana.”

“A diferença de orientação é claramente visível na relação entre o professor e o aluno no trabalho espiritual, e entre o terapeuta e o cliente na psicoterapia. A relação entre professor e aluno, como na Abordagem de Diamante, é engajar-se em uma relação de investigação sobre a natureza do eu e da realidade, em prol da realização espiritual do estudante. A natureza da relação é bastante aberta, onde a função do professor é claramente vista como de orientação e apoio no caminho gradual para a abertura da alma. A relação não é centrada em torno das dificuldades emocionais do aluno, mas sim em torno de seus anseios espirituais. Em contraste, a relação entre o terapeuta e o cliente é específico e orientado para objetivos. O cliente chega ao terapeuta com certas dificuldades psicológicas, e a relação é especificamente para lidar com essas dificuldades, a fim de melhorar ou curá-las.”

“A Abordagem de Diamante acumulou uma enorme quantidade de conhecimento – experiencial, objetivo e preciso – sobre várias realidades espirituais. Isso inclui o conhecimento da essência, seus aspectos e dimensões, como eles se relacionam com a alma e como eles são bloqueados e / ou distorcidos pela presença de estruturas específicas do ego e conflitos emocionais. Também inclui o conhecimento das várias dimensões ilimitadas do ser, como elas se relacionam com a essência e a alma, como elas se relacionam com o corpo e o universo físico, e como elas são distorcidas pela presença de atitudes e estruturas específicas do ego e os conflitos emocionais que expressam essas atitudes e estruturas.”

“Também usamos técnicas de visualização, cantos de mantras e várias práticas espirituais em nossos grupos. Nossos métodos incluem conversas e leituras, que possuem três funções principais:

  1. transmissão direta, iniciação ou fortalecimento;
  2. disseminação de informação e conhecimento do diamante;
  3. trabalho com a energia e a consciência dos grupos para trazer, lidar e enfrentar muitas questões e atitudes.”

É importante lembrar que a Abordagem de Diamante é feita dentro de três formatos inter-relacionados: grandes grupos com os weekends e retiros, pequenos grupos e sessões privadas – e que isso não pode ser feito completamente ou de forma mais eficaz, exceto pela participação em todos esses formatos.”

“A orientação é para usar respiração e várias posturas e movimentos para energizar o organismo físico em prol da expansão e do aprofundamento da consciência do corpo, o lugar específico da experiência da alma. Isso é para auxiliar a prática de investigação da experiência, e não para os propósitos usuais das várias abordagens corporais.”

“É importante que tanto os alunos quanto os professores (mentores dos grupos pequenos), no geral, mas especificamente na Abordagem de Diamante, reconheçam e apreciem as semelhanças e diferenças entre o trabalho espiritual e a psicoterapia. Isso é necessário para o maior benefício de qualquer um. A psicoterapia fornece um serviço especializado e específico que precisa ser visto com precisão, não é um serviço provido pelo trabalho espiritual, para que esse serviço seja apreciado e seu lugar seja compreendido. O trabalho espiritual precisa ser entendido como o de abordar os anseios espirituais da alma, anseios que transcendem as necessidades de psicoterapia, que são diferentes da necessidade de cura e reparação de rupturas.”

Esperamos que esses trechos mostrem o trabalho dessa Escola Espiritual situada em Berkely, Califórnia – a partir da palavra do Almaas.

Experimentando a ausência.

“Quando experimentamos a ausência, não podemos deixar de nos apaixonar por ela. Embora certamente não seja o que imaginamos como encantadora, a ausência é a condição mais encantadora. Nós pensamos e amamos coisas e condições que são agradáveis e sublimes, mas quando realmente sentimos uma ausência absoluta, nós a amamos completamente porque não há barreira alguma entre o nosso coração e essa condição completamente livre. Na ausência, seu coração é tão iluminado, tão aberto, tão vazio, que a sensação é que ele não está no seu tórax -peito. Na verdade, a totalidade do seu ser não está lá. O que você tem sempre experimentado e retido para ser absolutamente ausente. Nada restará depois que você se for. Essa ausência é tão fundamental, tão  radical, tão absolutamente clara e exata que você não pode deixar de enamorar-se apaixonadamente por ela.”

A. H. Almaas,
Coração de Diamante – Livro Cinco: Mistério Inesgotável

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e texto

“When we experience absence, we can’t help but fall in love with it. Although it’s certainly not what we imagine as lovable, absence is the most lovable condition. We think we love things or conditions that are pleasurable and sublime, but when we really experience absolute absence, we completely love it because there is no barrier whatsoever between our heart and this completely free condition. In the absence, your heart is so light, so open, so empty, that the sense is that your chest is not there. In fact, all of you is not there. What you have always experienced and taken yourself to be is absolutely absent. No remainder is left after you are gone. Such absence is so fundamental, so radical, so absolutely clear and exact and real that you can’t help but be passionately in love with it.”

Percepção da verdadeira realidade

“A iluminação não envolve simplesmente a percepção de que a pessoa é apenas um conceito. Isso significa que toda a conceituação está terminada; todas as imagens e representações da mente, sejam conscientes, pré-conscientes ou inconscientes, são eliminadas ou, pelo menos, não identificadas – desconsideradas. Quando essa profunda quietude mental é alcançada, se tem convicção – a verdadeira realidade é percebida, não por uma personalidade – um indivíduo separado. A experiência é de um Ser indefinível, existência sem palavras, infinita e eterna.” – A. H. Almaas, The Pearl Beyond Price.

Enlightenment does not involve simply the perception that the person is only a concept. It means that all conceptualization is ended; all images and representations in the mind, whether conscious, preconscious or unconscious, are eliminated, or at least not identified with. When this profound stillness of the mind is achieved, it is asserted; true reality is perceived, not by an entity which is a separate individual. The experience is one of unqualified Being, wordless existence, infinite and eternal. – A. H. Almaas, The Pearl Beyond Price

Caminho para a realização espiritual?

A partir deste Post traremos informações sobre o trabalho da Abordagem do Diamante (Diamond Approach) e também traduções de suas postagens para esclarecer e mostrar o trabalho realizado pela Ridhwan School, baseada em Berkeley, CA. Com grupos de trabalhos ativos em várias cidades dos EUA e outros Países. A base do ensinamento é na língua inglesa.

“A maneira como chegamos à nossa natureza essencial não é somente resultante de exercícios espirituais, mas através de um trabalho psicológico  que possibilite acessar partes da personalidade que estão conectadas aos aspectos essenciais latentes – em nós mesmos. A investigação psicológica leva à realização espiritual. A meditação apóia esta investigação e a aguça, mas o trabalho psicológico é inseparável da prática espiritual. “– A. H. Almaas

“The way we get to our essential nature is not primarily through spiritual exercises but through psychological work to penetrate parts of the personality that are connected to underlying essential aspects of ourselves. Psychological inquiry leads to spiritual realization. Meditation supports this inquiry and sharpens it, but the psychological work is inseparable from the spiritual practice.” – A. H. Almaas

 

Quasar…Supernova – Open Conference

Um evento verdadeiramente espiritual provoca alterações em todo o macrocosmo. E porque não dentro do Homem que labora pela verdade, que encontra e dá espaço para sua essência. É uma possibilidade e não um sonho…

Quasares são fontes de energia muito intensas e brilhantes em algumas galáxias gigantes distantes, onde uma ação energética está ocorrendo, alimentada por um buraco negro super massivo no centro daquela galáxia.

Supernova é um evento astronômico que ocorre durante os estágios finais da evolução de algumas estrelas, que é caracterizado por uma explosão muito brilhante.

Invictus

Invictus
William Ernest Henley

Out of the night that covers me,
Black as the pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds and shall find me unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishment the scroll,
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.

Tradução

Dentro da noite que me rodeia
Negra como um poço de lado a lado
Agradeço aos deuses que existem
por minha alma indomável

Sob as garras cruéis das circunstâncias
eu não tremo e nem me desespero
Sob os duros golpes do acaso
Minha cabeça sangra, mas continua erguida

Mais além deste lugar de lágrimas e ira,
Jazem os horrores da sombra.
Mas a ameaça dos anos,
Me encontra e me encontrará, sem medo.

Não importa quão estreito o portão
Quão repleta de castigo a sentença,
Eu sou o senhor de meu destino
Eu sou o capitão de minha alma.

Curiosidades sobre a Índia

Na Índia, aproximadamente 40% da população adota a alimentação vegetariana (uma parte deles lacto-ovo).

O famoso Maabárata conhecido também comoMahabharata é um dos maiores épicos clássicos da Índia. O texto é enorme, com mais de 74 000 versos. O Maabárata é visto por alguns autores como o texto sagrado de maior importância no hinduismo e considerado um manual de psicologia. Algumas partes da obra são considerados e estudados como trabalhos fundamentais e analisados e reverenciados isoladamente, tais como:

  • Bhagavad Gita,
  • Krishvavarata,
  • algumas coisas resumidas do Ramayana, etc.

Maabárata: “ O que for encontrado aqui, pode ser encontrado em qualquer outro lugar. Mas o que não for encontrado aqui, jamais será encontrado em outro lugar.”

Serviu ainda de inspiração para o filme de PeterBroos de 1989.

Bhagavad Gita:

“A Verdade Suprema existe fora e dentro de todos os seres vivos móveis e imóveis. Porque é sutil, Ele está além do poder dos sentidos materiais da visão ou da compreensão. Embora longe, muito longe, Ele também está perto de todos.”

Dhammapada

é uma coletânea de versos do período primitivo do budismo na Índia:

“Assim como um lago profundo
Permanece translúcido e sereno,
Assim o sábio é claro
Por ter ouvido o Dharma.

As pessoas virtuosas permanecem calmas,
Sem se incomodar com prazeres e desejos,
Tocado pela felicidade e depois pelo sofrimento,
O sábio não se mostra nem jubiloso nem deprimido.”

“Melhor que viver cem dias
Sem aprender o Dharma Supremo
É viver um dia
Apreendendo o Dharma supremo.”
fonte – livro O Dhammapada da Editora Pensamento.

Krishnamurti:

“Podemos ir longe, se começarmos de muito perto. Em geral começamos pelo mais distante, o “supremo princípio”, “o maior ideal”, e ficamos perdidos em algum sonho vago do pensamento imaginativo. Mas quando partimos de muito perto, do mais perto, que é nós, então o mundo inteiro está aberto — pois nós somos o mundo. Temos de começar pelo que é real, pelo que está a acontecer agora, e o agora é sem tempo.”

Gandhi:

“O que destrói a humanidade: a política: sem princípios, o prazer: sem compromisso, a riqueza: sem trabalho, a sabedoria: sem caráter, negócios: sem moral; ciência: sem humanidade, oração: sem caridade.”

Upanixade:

“A vida no mundo e a vida no espírito não são compatíveis. O trabalho, ou a ação, não é contrário ao conhecimento de Deus, porém, na verdade, se realizado sem apego, é um instrumento para ele.”

 

A industria cinematográfica da Índia é considerada a maior do mundo.

 

E navegando na Internet me deparei com este vídeo de Jacob + Katie Schwars sobre uma região da Índia: Agra, Udaipur, Jodhpur, Khichan, Jaipur, and Dehli:

 

Devadasi dance

Apresentação no Khajuraho festival of dances (2015):